Mas com o tempo as finanças voltaram ao estado normal, (se é que a gente pode chamar de normal a conta bancaria de dois professores, né?) o suficiente para férias dignas. E quando retornamos, quase quinze dias depois, deu o maior orgulho da casa montada e das alternativas que encontramos para resolver nossos problemas.
E nossa casa ficou assim:
Quarto:
Acho que era o lugar mais horroroso da casa. Havia uma cama antiga de cor clara, comprada numa loja de usados, um guarda-roupa preto e branco comprado na promoção e duas banquetas também de cor clara, que faziam o serviço de criado mudo. Pois bem, comprei esse cubo branco, o abajur vermelho, pintei a cama de preto e coloquei um jogo de cama vermelho.

É o espaço que mais sofreu mudanças. Já teve estante improvisada com cadeiras, foi escritório, teve um colchão como sofá. Hoje já temos uma mesa cujo vidro foi comprado numa vidraçaria do Glicério e o pé numa loja do Gasômetro, sendo que a soma dos valores obviamente é bem inferior ao encontrado nas lojas; as cadeiras... Bem, as cadeiras só no próximo mês, viu? Há ainda o aparador e as estantes, as câmeras fotográficas, os quadros que trouxemos de Buenos Aires (como fazer empanada, chimarrão e como dançar tango) e as janelas coloridas com vista pro Guaíba, fotografadas pelo moço que não nega as suas origens.

