praticante da fina e complexa ciência do achismo+projeto de mulherzinha crafter
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Mais uma tentativa de assalto, mais vitimas numa cidade cheia delas, ok?

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Comecei a freqüentar a praça Roosevelt há três anos, guiada por alguém que faz do seu amor pelo centro uma luta diária insana. Moradora e/ou freqüentadora da Zona Oeste, até então uma boa parte do Centro era desconhecido pra mim, resquício das proibições e medos do pai (“lá é lugar de puta/traficante/cheirado de cola, vc não vai!”) .
O destino fez com que eu fosse trabalhar bem no meio da praça da república, e justamente comoeducadora comunitária de uma escola de educação infantil. Comecei então a me envolver com as questões o Centro e a participar dos encontros do Viva o Centro, e a me encantar pelas histórias e seus donos que, generosos, me pegaram pela mão e me levaram pra passear.
Assim eu comecei a assistir os espetáculos, freqüentar os bares, e o amor dos outros pela praça virou o meu também. Aos poucos entendi a história do lugar, e de como aquele ambiente vibrante era fruto de árduo trabalho dos grupos teatrais ali instalados, e de como ele se difere de outras áreas da região central.
O tempo passou e a Praça, meio do caminho entre a minha casa e a do moço, virou o ponto de encontro entre amigos, o lugar do sanduíche gostoso, da cerveja barata, da livraria bacana, da vasta opção de espetáculos de qualidade e preço justo. Para além da boemia, pra mim a Praça é marco da ocupação e mudança do espaço, mesmo sem apoio do poder público.
A rua precisa ser ocupada. Caso contrário, vira o Largo da Memória, ponto de meninos que cheiram cola e batem carteiras, cotidianamente. Porque ali, marco histórico da cidade, as pessoas passam, apenas. Nada fica, nem poucos segundos de atenção para os azulejos centenários, nada. Quem passa não se importa: só cuida do lugar que permanece.
Por acreditar nessas coisas eu fiquei bem puta com a Revista da Folha que, a um tempo atrás reduziu a praça aos bares e aos “botequeiros”, e entristecida com o coiso todo nos Parlapatões.
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Ps2:. Tem algumas coisas que merecem ser lidas:
Blog da Márcia Abos
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
um bilhete,
para alguém bem perto (longe)
eu só queria te dizer que passa, que o tempo cura, que as coisas dão certo sim, por mais que se diga o contrário, por mais que a gente pareça imerso numa maré de má sorte, por mais que a gente diga que não.
que a vida tem uma graça, uma graça boba de risada de criança e de cerveja gelada com os amigos num dia de calor. que nada faz sentido nessa vida de meudeus, que tudo é meio caótico sim, mas ainda assim gracioso.
que não precisa ter medo. ou melhor: que o medo fique quietinho no canto do quarto enquanto se vive. que o trate com respeito, que lhe diga boa-tarde e boa-noite. e só. pois medos são importantes mas não precisam ser carregados na mochila, que todo mundo tem o seu mas todo mundo finge muito bem que está tudo bem.
queria te dizer que a vida é repleta de surpresas e que a gente precisa estar atento/sensível/disposto a perceber as coisas, por mais que isso pareça piegas e/ou livro de auto-ajuda, pois não é.
é preocupação de gente que já viveu e, inexplicavelmente, se preocupa. com você.
Paredes brancas me angustiam
Resultado: materiais de artesanato, como botões, fitas e pastilhas, improvisados em tupperware, no mais perfeito caos, e uma parede muito mais bacana.
Tudo ficou assim:
ps: as fotos ficaram horrendas, eu sei.
ps2: estou avisada: se, por um acaso, alguma lata cair durante a noite e acertar a cabeça do moço, haverá uma cena de violência doméstica.
ps3: viva a cola quente!