sábado, 31 de julho de 2010

comentário da globonews:
Pato Fu, a banda mais fofa do Brasil

rialto.

***
Fernanda Takai 2, upload feito originalmente por angelomanja.
Então,

Eu queria ser a Fernanda Takai.

“ora, por quê?” pergunta o mais desavisado de todos os desavisados do universo. Porque ser uma pessoa de sobrenome tão estranho?

Pois bem, meus caros, porque ela é linda. E não é só isso: ela mora em BH, cidade onde eu definitivamente seria feliz, pela poesia com pão de queijo e montanhas no horizonte, porque ela tem as roupas mais legais-coloridas-e-fofas, porque ela sabe tocar instrumentos musicais e eu, apesar de ter umas coisinhas de percussão, uma gaita e um violão não sei o que é nota musical, pelo maridão (beeeeeeeem, na verdade o meu é bem legal também), pela voz linda (a minha é um horror), pelo cabelo curtinho e no lugar.

E é por isso que sempre que tem show do Pato Fú ou só dela eu estou lá, cantando e babando.

(tudo isso depois de assistir ao programa Som da Vitrola, no Canal Brasil, e revirar o site do Pato Fu atrás de novidades)


pato fu, sesc pompeia, abril/2010, upload feito originalmente por telma melo.

sábado, 17 de julho de 2010

almojanta delícia

(puro improviso na minha primeira tentativa de fazer temaki+hot roll)

caro leitor (há algum?)

meu tempo de militante ficou pra trás, exatamente em 1976. hoje sou uma feliz dona de casa num universo fofo&colorido, mas a revoltada de antes as vezes vem a tona.

Eu sou uma aluna da UNIVESP.

Não, isso não é motivo de orgulho. Apesar do discurso inflamado do governador no dia da aula inaugural, ressaltando que o futuro do ensino superior no país está no ensino a distancia, que nós, os novos alunos da nova universidade havíamos passado por um processo seletivo rigorosíssimo, quase tão concorrido quanto as carreiras mais disputadas da USP no quesito relação candidato/vaga, o que tem ocorrido, para mim, é um sutil desmantelamento da universidade pública. Eu não bati a cabeça nem voltei pra década de 70, mas passei cinco anos da minha vida na universidade pública, com suas qualidades e muitos defeitos, e acho que tenho repertório para fazer minhas queixas.

Vamos voltar para o começo de tudo: o governo do Estado, sob o argumento de oferecer formação de qualidade aos professores em exercício e ampliar o número de vagas na universidade pública, criou a Universidade Virtual do Estado de São Paulo, que funciona em parceria com as universidades estaduais, fazendo uso de seus espaços físicos e de alguns professores para o oferecimento de cursos semipresenciais. Superbacana, até nos depararmos com a realidade posta: alunos UNIVESP não tem acesso aquilo que os alunos da UNESP tem, coisas básicas como biblioteca, lanchonete, carteirinha de meia entrada e de passe (reza a lenda que ela chegará agora no mês de agosto, e olha que somos alunos desde março!), uma sessão de alunos para obtermos informações ou fazermos queixas. E os professores? Temos tutores, que orientam os estudos (a realização das tarefas indicadas na apostila) que apesar do esforço em realizar um bom trabalho, pouco sabem sobre a dinâmica do curso, e uma professora orientadora, que as vezes aparece e não dá conta de tantas reclamações.

Já estamos em julho e pouco aconteceu. Fico pensando cá com meus botões o tamanho desse absurdo, pois no final de três anos sairemos com um bonito diploma da UNESP, provavelmente com metade do repertorio de um aluno do curso regular. Pra mim, o escancaramento da proposta neoliberal está nesse curso, na proposta de abrir mais vagas na universidade pública sem preocupação com a qualidade. E de certo modo tô aqui, compactuando com tudo isso, já que prestei o vestibular, passei, freqüento as aulas e ainda não desisti, como uma boa cordeira.

Por isso tudo que eu concordo com o povo do DCE da USP. Não sei se eles sabem de tudo, se já se infiltraram num curso da UNIVESP pra saber qualéqueé ou se levantam a bandeira do contra só de ouvir falar. O que muito me assusta é não ver o Diretório Estudantil da UNESP falar nada a respeito, e me assusta mais ainda perceber que já passou um semestre e nós, estudantes&sofredores da UNIVESP não termos feito nada além de cartas ameaçadoras, textos toscos e queixas quase-sindicais e pouco maduras para os professores que somos.

Entonces, tô quase partindo pro radicalismo.

A queixa do povo da USP, aqui


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Há algum tempo me encantei pela decotape, pois essa fitinha mágica condensa algumas qualidades primordiais, na minha modesta opinião: é bonitinha, adesiva e plástica, perfeito para a vida muderna. Pois bem, encontrei algumas com estampas bacanas na Liberdade, e elas passaram a ocupar espaço numa gavetinha, junto aos durex coloridos. Sem função nenhuma.

Mas aí que... tchanam!

Encontrei essa estampa aí da foto e, num impulso, de-co-ta-pe-ei minha cozinha!

E que tal?




sábado, 3 de julho de 2010

em tempo:
quem me conhece sabe da minha paixão recente por HQs. Ao contrário da maioria dos jóóóóóvens que devorava Turma da Mônica na infância, eu sempre achei aquilo um saco e só fui ler de verdade boas histórias em quadrinhos depois de entrar na faculdade, por culpa do Daniel. Mais recentemente ainda me apaixonei perdidamente pelo Daniel Galera, que além de ser lindodemorrer escreve de um jeito que me encanta. Pois bem, unindo duas das minhas paixões...

Bem, perdi o lançamento, pq sou uma moça muito trabalhadera que nem viu o anúncio aí. Mas fato é que esse livro será meu e que desse final de semana não passa!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

das últimas

Então,

Entro em recesso “devendo” 6 horas para meu empregador, que decretou a dispensa de ponto nos dias de jogo do Brasil na Copa, com reposição de horas posteriormente. Não é absurdo essa coisa de “dever” para alguém que obtém lucro te explorando?

Acho o mundo uma coisa mágica.
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do além

(mas gentem, como eu posso levar a sério alguém que afirma categoricamente que houve feudalismo no brasil? morri, né?)


sim, historiador é um bicho cri-cri

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e agora, o que fazer com o estoque de camisa verde-e-amarela e apitos/cornetas/vuvuzelas na 25 de março? pq, vamo combinar, não rola nem uma reciclagem, um reuso, né não?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

#queixa

E então, a gente emburrece.

Percebi isso depois de um vergonhoso 4,75 numa prova da faculdade. Sim, minha gente, voltei pros bancos escolares e justamente para fazer pedagogia, curso odiado, mas necessário pro meu desejo de um dia ser chefa.

Guardei a tal prova por duas semanas. Tive vergonha de relê-la, juro.

Nunca fui boa aluna, mas sempre me virei muito bem obrigada, o suficiente para entrar num concorrido curso de magistério e na universidade pública duas vezes.

E agora um inédito 4,75, que me faz pensar no que tenho feito da minha vida. Porque os livros não são tão freqüentes, o cinema não é mais semanal e a minha paciência para as questões de política beiram o zero. De fato, meu tempo tem sido mais curto e a mudança, sim, ela de novo, a mudança mudou de verdade meu eixo, que ainda não foi reencontrado.

Três meses depois e eu ainda não coloquei em ordem minhas tralhas de artesanato. Ontem, um botão de uma calça caiu e eu não faço idéia de onde esteja a agulha e a linha, e daí bateu a maior tristeza: como pretendo ser uma pessoa minimamente organizada se o que me é mais caro e pessoal permanece em desordem?

Sim, estou com saudades dos meus feltros.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

E hoje, mais um capítulo da novela

O improviso como missão

Estrelando

Uma pilha de livros sem destino certo


criatividade de sobra+duas cadeiras de madeira, modelo de boteco+duas tábuas de compensado super grossas

=

UMA ESTANTE!

(detalhe: mesa de canto feia&velha, que tinha como destino o lixo, coberta de azulejos e pastilhas que custaram uma pechincha. Uma mesa super pratica para as pequenas refeições na frente da TV, ora pois!)

sábado, 5 de junho de 2010

a grande mudança

ou

o dia em que juntamos os trapinhos

nossa primeira noite: sem cama, sem guarda roupas, sem internet, mas com pizza&coca cola, pq a gente mora no bixiga, né?

foi assim: um belo dia a gente percebeu que não fazia mais sentido o revezamento entre as nossas casas, essa coisa de pagar dois aluguéis e dormir sempre juntos. Então, para economizar nas contas e ter todas as nossas tralhas em um só lugar, resolvemos alugar um terceiro apê e nos mudar o mais rápido possível. Isso foi a três meses.

E desde então a minha vida mudou radicalmente.

Porque, por mais que você tenha uma vida super fofa com o seu namorado, é uma outra coisa ir morar junto. Não, colega, brincar de casinha não é tarefa fácil, e na marra estamos virando gente grande.

E conseguimos uma façanha: fazer de um apartamento de dois dormitórios um lugar habitável em menos de três meses e com quase nada de dinheiro e muito de improviso e criatividade, além, é claro, dos ma-ra-vi-lho-sos crediários das casas bahia, marabráz e extra. A vocês, o nosso muito obrigado!

Descobri que freqüentar os grandes supermercados em busca das promoções é uma boa, que a 25 de março é, definitivamente, a minha melhor amiga, que um objeto pode ter muitas outras utilidades para além daquela que está descrita na embalagem.

E aos poucos minha casa tem ficado mais gostosa, a ponto de preferir ficar no sofá jogando Litlle Big Planet a sair para o mundo.

Talvez seja apenas um caso de paixão momentânea, né?