sexta-feira, 31 de julho de 2009

Twitter é uma coisa!

Ficar restrito a 140 toques é algo bem complexo pra mim, admito. Embora tenha queda por microcontos e toda essa modernidade, ser tão coesa é um difícil exercício, fato. E essa coisa de usar o twitter para responder às pessoas e fazê-lo uma extensão do MSN pra mim é pobre. Mas há quem goste.

Apesar disso, tem se mostrado importante fonte de informações. Linkado por @SoninhaFrancine cheguei aqui e... putaqueopariu que trabalho bonito! Uma São Paulo nenhum pouco clichê, coisa que eu adoro!

Uma amostra do que ta lá e que passa longe do usual retratado sobre a cidade:




créditos: Hélvio Romero, reporter fotográfico do Estadão.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Caio F., amigo intimo


conheci o Caio na faculdade, nos meus 23. aula de psicologia da educação, julio groppa aquino, o professor mais intenso-e-chato que já tive, tinha por habito iniciar suas aulas lendo um texto literário de sua preferência: afirmava que na docência e na universidade todo nosso tempo era dedicado à teoria, deixando assim o mundo literário em segundo plano. numa noite resolveu nos apresentar ao Caio, com uma leitura de “dama da noite”, repleta de sarcasmo e ironia. amei.

e desde então compro-e/ou-leio tudo sobre o Caio: virou meu amigo intimo, freqüentador assíduo da minha estante de livros.

toda essa volta apenas para comentar a capa do caderno Ilustrada, da Folha desse sábado. o texto “caio entre amigos” relata a nova biografia do autor, escrita por Paula Dip, baseada nas cartas escritas por Caio e nos depoimentos de seus destinatários, demonstrando como a sua trajetória traça um interessante painel dos anos 80. ainda tem um texto do Luis Augusto Fischer (até então meu caro desconhecido), bem bacana, em que diz : “O que mais chama a atenção é que a força de Caio, quer dizer, de sua literatura (hoje essa mistura ganha o elegante nome de autoficção, como Auster ou, sei lá, Mirisola), não vem do apelo sensacionalista que alguns quererão ver em sua obra, mas procede do exame minucioso a que submete as percepções e sensações íntimas de gente como o leitor e eu, pertencentes à civilização dos Beatles.”

assim como o tal professor me pegou de jeito com aqueles textos de puro sentimento intenso lidos em voz alta, rompendo a monotonia de nossas noites de cansaço e sono, assim faço com quem eu conheço: leio em voz alta as angustias de personagens tão urbanos e confusos, como eu e você, em meio as sirenes, as buzinas e o caos de nossos sentimentos.

(no aguardo da tal nova biografia, revendo os livros antigos)

domingo, 12 de julho de 2009

surreal

O silencio da noite foi rompido por seu lamento: gritou a sua dor, acordando todos os moradores dos 14 andares do Edificio Maracanã que, desejosos por mais uma noite de sono e nada compreendendo, imaginaram esse ser mais um dos inumeros evangelicos da praça da Sé em meio a uma pregação/exorcismo ou coisa parecida.

Mas não.

O porteiro não deu conta de atender os interfones repletos de sono dúvida queixa e temor. E à policia, que chegou para atender o chamado de alguém do terceiro andar.

De nada adiantou: o corredor não comportou a sua loucura, que invadiu o apartamento vizinho e ultrapassou a janela.

Caiu do terceiro andar na rua quirino de andrade. Azar: com um muito mais de impulso talvez caisse na xavier de toledo ou, com sorte, poderia ter sido a Consolação.

Mas não.

Foi apenas mais um anonimo a alçar voo no centro de São Paulo. E não chegar a lugar algum.

(do email, explicando tudinho pro moço:

Querido

Tenho que te contar o fato bizarro que ocorreu comigo nessa noite!

Saí do trampo e fui pra sua casa, pra botar ordem na coisa. Limpei, arrumei, organizei, o tempo passou e resolvi dormir lá mesmo. Duas da manhã acordo assustada com a gritaria. Tranquei todas as fechaduras da porta, espiei pela janela e os vizinhos me explicaram que era no terceiro andar. O maluco gritava alucinadamente, pedindo por Jesus, pela mãe e por sei lá mais o que, numa coisa meio “pregador da praça da Sé” saca? Pois bem, acompanhei a gritaria, que durou por ainda meia hora, foi ficando baixinho e abafado até acabar e eu pegar no sono.

Ponto.

Hj de manha fui perguntar pro porteiro: o cara do terceiro andar, que teve problemas com drogas e havia passado por tratamento, resolveu voltar pra casa. A mulher não quis recebê-lo. Ele fez escândalo. Ela chamou a policia. Ele fez mais escândalo e uma curiosa vizinha abriu a porta, ele entrou no apê dela e se jogou da janela. Morreu.

Surreal, não? )

Se você quiser eu danço com você
Meu nome é nuvem
Pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem
Ventania, flor de vento
Eu danço com você o que você dançar
Se você deixar o coração bater sem medo


No quesito trilha sonora da minha vida o cd Clube da Esquina ganha em disparado. não há uma razao lógica pra coisa: acho o conjunto das musicas que formam o album de uma boniteza só, presença nos fones mais que perfeita para as minhas tantas andanças por Minas. Inclusive uma delas foi guiada pelo texto delicioso do Marcio Borges, no Guia de Belo Horizonte Roteiro Clube da Esquina.

As misturas, as variações de ritmo, os instrumentos utilizados, as letras, essa coisa de afirmar o particular (a identidade mineira) sem se opor as influencias estrangeiras, o dialogo entre as tradicionais cançoes da terra, os irmaos latinoamericanos e a modernidade. E tem aquelas coisas de musica que eu nao sei explicar mas que sinto. E gosto.

Para além da rasgaçao de seda, nesse sabado rolou um show do Lô Borges na abertura do Festival de Inverno de Paranapiacaba.

Desafiando o frio e a chuva, fui.

E foi lindo...

(fotenha da Pri, a irmã que tenta fazer boas fotos, mas a camera não coopera...)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

em off


Cansada e de saco cheio, abro a porta e vejo que o cachorro resolveu brincar justamente com o meu jornal. O estrago? Um amasso aqui, outro acolá, e o caderno Esportes com-ple-ta-men-te mordido, e justo a foto do Lula recebendo o time do Curintia (certo, mano!).


Não consegui ficar brava.


(para animar o final de semana que terá festa de criança brigadeiro e tudo o mais...)

Doze coisinhas à toa que nos fazem felizes

Andar de skate num ligar lisinho
Tomar sorvete do de palitinho
Passar a mão, de leve, no gatinho

Andar na chuva que é pra se molhar
Passar cola na mão e descascar
Acabar a lição pra ir brincar

Jogar estalo pra estalar no chão
A cor azul das penas do pavão
Ver na TV seu clube campeão

Ver gelatina tremendo no prato
Nadar depressa usando pé-de-pato
Mostrar a língua pra tirar retrato

(poema da ruth rocha, que meus aluno sabem de cór!)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Com o argumento de realizar uma gestão transparente, desde ontem a prefeitura de são paulo disponibilizou na web a folha de pagamento dos servidores municipais. Segundo a Folhade ontem: “A prefeitura afirma também que os valores salariais a serem expostos na internet representam tudo aquilo que cada funcionário recebe --ou seja, incluindo também gratificações.” Todos os servidores têm os seus salários disponíveis para qualquer um ver, exceto a GCM, por uma questão de segurança.
Ora, se o salário exposto é de um servidor municipal, pago com a contribuição do munícipe, nada mais justo que este saiba quanto custa aquele que o serve, correto? É dinheiro público e não deveria ser segredo pra ninguém, ok?
Daí sai uma coisa assim no Estadão de hj:
“Um professor de ensino fundamental e médio do município de São Paulo teve no mês de maio vencimento bruto de R$ 143 mil. Entre os 147 mil contratados na administração direta, mais de 2.418 pessoas receberam em maio vencimentos acima de R$ 12,3 mil - salário pago ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). Somente na Secretaria Municipal da Educação, 1.255 servidores receberam mais que o teto no mesmo período.”
O fulaninho qualquer que leu isso aí obviamente pensou: “professor ganha bem, hein?” ou “mas que prefeitura é essa que paga tudo isso pra um professor?” ou “e eu aqui..”.
Eu pensaria o mesmo, se não fosse servidora. Segundo o portal onde se obtêm a informação, eu recebo pouco mais de 16 mil reais. Porem, lá não consta que esse valor é resultado de uma evolução funcional, e também não consta os descontos, que foram muitos e que deixaram meu salário como o de qualquer mês, lá embaixo.
E ainda: para saber o salário do professor, basta consultar a tabela de vencimentos oferecida nos sites dos sindicatos. Quando resolvemos prestar um concurso público é de conhecimento geral o valor do salário.
Simples assim. Sem nomes, sem registro funcional, sem exposição pública.
Matutando, concluí duas coisas:
Uma, que a prefeitura deu um tiro no pé e margem para muitas criticas, pois afinal como pode um professor ter salário superior ao do próprio prefeito? Quem deixou isso acontecer? Como se explica tamanha desigualdade salarial?
Duas, se os professores ganham tão bem, para que reclamar, fazer greve?”

O fato é que eu fiquei bem brava.
E em breve meu pai vai ligar e me cobrar um carro novo.

ps: quero meus 16 mil!
ps2: de olho nas contas

segunda-feira, 15 de junho de 2009

livro-objeto, livro-arte

há duas semanas fui a uma Feira de editoras independentes, no Simpoesia 2009, a convite da Lívia (sempre ela) e fiz uma descoberta que me encheu os olhos: os livros da Vox. Antes, é de bom tom explicar algumas coisas:
1º eu ADORO livros, e tenho alguns deles aqui e outros ali, no meu trabalho. Gosto, leio, carrego e prezo tê-los por perto. Admiro não só o texto, mas capa e modo como ele se apresenta (principalmente os infantis);
2º Lívia também é assim, mas além de gostar da palavra escrita, ela também escreve (e muito) e se envolve com as questões de produção, como a sua participação em Dulcinéia Catadora.
Esclarecimentos a parte, voltemos a narrativa dos fatos:
Participamos de um debate. Não me lembro dos nomes dos integrantes da mesa nem o tema exato, mas impossível esquecer as suas falas e posturas: um se dizia “discípulo de Gutenberg”, com uma produção artesanal pequena (cerca de 40 cópias por titulo) dos autores que ele admira, para a distribuição entre amigos; e uma outra, também nessa produção artesanal, pesquisa de papeis e modos de impressão e blá blá blá, com impressão também super rescrita; e o Gustavo Lopez, da Vox, que logo ganhou meus olhos e ouvidos.
A tal Vox já está no mercado editorial há algum tempo, editando novos autores, primando por oferecer livros diferenciados a quem quiser comprar (passa de longe a marca dos 40). O moço disse uma coisa bem bacana: no processo de impressão e produção do livro alguns detalhes são acrescentados, de modo a tornar aquele um objeto único, criando uma relação quase que sentimental entre aquele que produz e aquele que adquire. Depois do debate, duas palavras a mais e ele marcou a sua postura: afirmou categoricamente que leitura (e os livros) é uma questão política, e não é possível manter-se alheio a isso.
ADOREI
(segue uma amostra das minhas aquisições. note: há o livro, desenhos, adesivos e outros mimos no "pacote")
ps: auto-definição da Vox:
"VOX es en la actualidad un proyecto de encuentro, producción y análisis de estéticas relacionadas con la literatura y el arte contemporáneo, es además una organización de artistas autogestionada que no depende de instituciones oficiales."

domingo, 14 de junho de 2009

O filme, a cor ou a fruta predileta são questões que já não estão mais em pauta, uma vez que a afirmação da identidade e de todos os símbolos nas quais ela pode ser traduzida (ou definida) já não faz mais sentido pra mim. Ainda assim Apenas o fim é um bom filme, repleto de coisas que lembram fases (e frases) da minha vida, incluindo o Los Hermanos no final.

parada gay 2009


pq o amor é lindo.