praticante da fina e complexa ciência do achismo+projeto de mulherzinha crafter
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Mais uma tentativa de assalto, mais vitimas numa cidade cheia delas, ok?

***
Comecei a freqüentar a praça Roosevelt há três anos, guiada por alguém que faz do seu amor pelo centro uma luta diária insana. Moradora e/ou freqüentadora da Zona Oeste, até então uma boa parte do Centro era desconhecido pra mim, resquício das proibições e medos do pai (“lá é lugar de puta/traficante/cheirado de cola, vc não vai!”) .
O destino fez com que eu fosse trabalhar bem no meio da praça da república, e justamente comoeducadora comunitária de uma escola de educação infantil. Comecei então a me envolver com as questões o Centro e a participar dos encontros do Viva o Centro, e a me encantar pelas histórias e seus donos que, generosos, me pegaram pela mão e me levaram pra passear.
Assim eu comecei a assistir os espetáculos, freqüentar os bares, e o amor dos outros pela praça virou o meu também. Aos poucos entendi a história do lugar, e de como aquele ambiente vibrante era fruto de árduo trabalho dos grupos teatrais ali instalados, e de como ele se difere de outras áreas da região central.
O tempo passou e a Praça, meio do caminho entre a minha casa e a do moço, virou o ponto de encontro entre amigos, o lugar do sanduíche gostoso, da cerveja barata, da livraria bacana, da vasta opção de espetáculos de qualidade e preço justo. Para além da boemia, pra mim a Praça é marco da ocupação e mudança do espaço, mesmo sem apoio do poder público.
A rua precisa ser ocupada. Caso contrário, vira o Largo da Memória, ponto de meninos que cheiram cola e batem carteiras, cotidianamente. Porque ali, marco histórico da cidade, as pessoas passam, apenas. Nada fica, nem poucos segundos de atenção para os azulejos centenários, nada. Quem passa não se importa: só cuida do lugar que permanece.
Por acreditar nessas coisas eu fiquei bem puta com a Revista da Folha que, a um tempo atrás reduziu a praça aos bares e aos “botequeiros”, e entristecida com o coiso todo nos Parlapatões.
***

Ps2:. Tem algumas coisas que merecem ser lidas:
Blog da Márcia Abos
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
um bilhete,
para alguém bem perto (longe)
eu só queria te dizer que passa, que o tempo cura, que as coisas dão certo sim, por mais que se diga o contrário, por mais que a gente pareça imerso numa maré de má sorte, por mais que a gente diga que não.
que a vida tem uma graça, uma graça boba de risada de criança e de cerveja gelada com os amigos num dia de calor. que nada faz sentido nessa vida de meudeus, que tudo é meio caótico sim, mas ainda assim gracioso.
que não precisa ter medo. ou melhor: que o medo fique quietinho no canto do quarto enquanto se vive. que o trate com respeito, que lhe diga boa-tarde e boa-noite. e só. pois medos são importantes mas não precisam ser carregados na mochila, que todo mundo tem o seu mas todo mundo finge muito bem que está tudo bem.
queria te dizer que a vida é repleta de surpresas e que a gente precisa estar atento/sensível/disposto a perceber as coisas, por mais que isso pareça piegas e/ou livro de auto-ajuda, pois não é.
é preocupação de gente que já viveu e, inexplicavelmente, se preocupa. com você.
Paredes brancas me angustiam
Resultado: materiais de artesanato, como botões, fitas e pastilhas, improvisados em tupperware, no mais perfeito caos, e uma parede muito mais bacana.
Tudo ficou assim:
ps: as fotos ficaram horrendas, eu sei.
ps2: estou avisada: se, por um acaso, alguma lata cair durante a noite e acertar a cabeça do moço, haverá uma cena de violência doméstica.
ps3: viva a cola quente!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Pedido de casamento
Eu só queria te dizer que sim.
Sim, eu aceito e assumo os riscos. Só preciso de espaço suficiente para os meus livros, nem faço tanta questão do resto. Alias, não faço questão de nada, festa, formalidades, nada. Sei da necessidade de viver isso tudo até o talo, até onde não houver mais fôlego. Pois, depois do beijo na testa antes de dormir, dos afagos, da mão na mão na hora do aperto, das graças, das brigas e reconciliações, de toda a libertação que o encontro desencadeou, depois de tudo, não quero mais o pouco.
Daí já vem um outro e me lembra de que tudo acaba, e eu bem sei que tudo tem seu prazo de validade, mas ainda assim arrisco. Você me vale todo o risco.
Dá pra entender essa minha necessidade em persistir nos erros? Não, eu sei que não dá, que nos tempos modernos não cabe mais um amor assim, passional. E eu faço o que? Troco meu coração na feira do rolo por uma quinquilharia qualquer?
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
vício
domingo, 8 de novembro de 2009
valsa com bashir
Projeto para estimular a ocupação prevê aumentar para 230 habitantes por hectare a ocupação, que hoje é de 90
Verba para obras virá de operação urbana que inclui parte de Perdizes e Água Branca; ideia é aproveitar a infraestrutura pouco usada
***
A barra funda virou hype. lá há uma porção de novos bares/baladas/points para onde a moçada descolada da cidade se desloca, deixando pra lá a vila olímpia e a vila madalena.
me chame de conservadora, mas eu não gosto nada disso.
pra mim a barra funda deveria permanecer assim do jeito que a conheci há 5 anos: com suas casinhas operárias, as velhinhas nas calçadas, a galera na quermesse da igreja de santo antônio, o barulhinho do trem passando, e os meus alunos indo jogar bola no areião, a tranquilidade do bairro em oposição ao caos do Centro, tão próximo dali.
e, se de fato o projeto da prefeitura vingar, teremos um bairro invadido por um bando de playboys e patricinhas que pouco se importam com as histórias nem as pessoas do lugar.
ps: pesquisando no google sobre casas operárias cheguei aqui
das invenções
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
.jpg)
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Uma princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados num carro de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola Congo Benguela
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
È senhor das demandas
Quando Zumbi chega e Zumbi
É quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
em off
sábado, 31 de outubro de 2009
Dos encontros
mostra de cinema sp
sábado, 24 de outubro de 2009
das inutilidades
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
coisas de meninas - capítulo 3: banheiro
coisas de meninas - capítulo 2: cozinha
coisas de meninas - capítulo 1: sala
E as mudanças foram tããããããão legais que eu acho que são dignas de nota. A partir daqui, posts sobre decoração, com pouca grana, criatividade e cola quente.
sábado, 19 de setembro de 2009
Agora já estou vendo a Xuxa (parece piada mas não é) entrevistando o povo do Skank. Queixa número um: porque, meldels, bandas legais precisam aparecer em programas babacas?
Como uma coisa leva a outra e eu sou a rainha das conexões sem nexo aparente, lembrei de uma: o mito da música mineira. Pq o colega ali (ADORO críticos) coloca no mesmo balaio Skank, Tianastacia, Pato Fu e Jota Quest (cujo primeiro cd era bacaninha, com Tony Tornado numa das faixas, mas o resto...) e diz que eles são os representantes da genuína musica mineira. E o pior: projeções/descendentes/seiláoque do Clube da Esquina.
Ora, se a gente precisa entender cada coisa em seu contexto para que ela tenha sentido (fala da historiadora padrão) é de bom tom manter o Clube da Esquina fora disso. Na escolha dos discos da minha vida, ganha em disparado o Clube da Esquina, trilha sonora perfeita para mochileiros-perdidos-no-interior-das-Minas, como eu. E também porque é um cd inovador, na junção de ritmos populares e eruditos.
Agora, o que há de inovador em Jota Quest? E que dialogo, de verdade, a gente trava entre eles, Pato Fu e Skank?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Tardes de domingo no Pari
Agora, as descobertas desse final de semana:
o dia em que eu me tornei lixeira ou O Cubo
Liguei pro lugar indicado para a entrega e ninguém soube dizer do que se trata, e pelo que parece, esse cubo está perdido há algum tempo. ("ô moça, o pessoal do setor responsável é novo aqui e não sabe nada desse cubo aí não...")
Achado, repousa na minha estante, souvenir de uma cidade que despreza arte.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
“solta pêlos-cheira mal-faz xixi no chão-late-avança-INCOMODA”
Na tentativa de amenizar o constrangimento com aqueles que se queixaram, hoje o jantar será por sua conta. Na panela o incomodo, ensopado com batatas.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Amei.
Mas amei muito mesmo: casei e separei, namorei no portão, namorei por muito tempo e por poucas semanas. Ou pela eternidade de uma noite na Augusta. Tive namorado à distancia, tive namorado ator, militante politico, esportista. Já namorei/desnamorei/namorei de novo, e isso tudo duas vezes. Já tive namorico com gente mais nova e mais velha. Já quase mudei de país por um amor, quase mudei de Estado. Quase. Já traí, já me trairam, já chorei baixinho, dei escandalo, bati porta, roí unha e, num ato desesperado de amor-quebrado cortei o cabelo bem curto, como se os cachos pelo chão apagassem a dor. Já fui muito feliz. E triste também.
E justamente por tudo isso eu consigo afirmar: agora é. Sem duvidas, sem crises, sem medos, agora é.
Depois de passar por tudo isso me restou apenas o amor tranquilo do moço que tá ali na cama a me dizer, agora agorinha “amor, vamos dormir?”
Simples assim.

Finalmente descobri sobre o que quero falar, e isso é um passo grande e doloroso.
Porque eu sou indecisa. Ou porque eu acabo me envolvendo com muitas coisas, muitos assuntos, sem relação entre si. É assim desde sempre. Na graduação, trabalhei com segurança e insegurança escolar, com vocabulário politico do século XIX e educação inclusiva, três assuntos em três departamentos completamente diferentes: sociologia, história e educação.
Terminei a graduação, dei um tempo e abri uma skol. Trabalhei direitinho, virei professora de sala de leitura, indiquei Neil Gaiman pra 5ª série, contei história pros alunos da EJA. Entendi que por mais que eu queira e acredite, não dou conta de trabalhar na periferia da periferia e perder tres horas da minha vida no transporte público e, o mais importante, cruzar na esquina com aluno armado/e/ou um corpo. Então voltei pro Centro e pras crianças pequenas, as quais dedico minhas histórias, músicas, cafunés e broncas. Em especial, às bolivianas. De quem eu quero falar.
Bem, quem me colhece já ouviu essa história um trilhão de vezes: eu trabalho na região central da cidade, entre os bairros da Barra Funda e Bom Retiro. Por ser em período integral, a escola acaba por receber filhos dos trabalhadores da região, entre eles os bolivianos que trabalham nas oficinas de costura do Bom Retiro. São crianças com uma trajetoria bem diferente das demais, e eu nao sei até que ponto a gente dá a atenção necessária a essas particularidades. É comum dessas crianças a dificuldade em falar portugues, ou se alimentar na escola.
Devido a minha curiosidade latente, resolvi tentar entender melhor a esse grupo que atendemos: primeiro, ouvidos atentos e cuidado no acolhimento dessas familias bolivianas, de modo que eles pudessem sentir confiança e apoio no trabalho desenvolvido na escola. Segundo, entende-los em sua peculiaridade. Isso me levou à Kantuta.
Kantuta, um mundo à parte
Muitas crianças falavam sobre passos de dança e ensaios, que eram realizados aos domingos. Descobri que a coisa toda acontecia numa praça no bairro do Pari e fui lá ver: uma mistura de cheiros e cores, um mundo diferente de tudo o que já tinha visto. Comidas, temperos. Dvd’s e cd’s. Instrumentos musicais, tecidos. Bebidas. E uma santa, a quem todos devem devoção. Vi, comi e fui embora, meio encabulada de entrar num território sem convite.
Fui outras vezes, e mais atenta, comecei a reconhecer rostos sorridentes: “olá professora, sou mãe da fulana de tal, que bom que voce veio conhecer nossa feira!”. Assim eu recebo explicações com sotaque e risadas, enquanto brinco com uma criança e converso com outra mãe.
Daí que eu quero entende-los. Isso mesmo: compreender a presença dos bolivianos em São Paulo. Que eles são quase-escravos, isso todo mundo já sabe. Agora, o que não sai no jornal é esse modo bonito que eles tem de cultivar a cultura e a memória, adaptando seus costumes a uma terra tão estranha a eles.
Então, o programa de domingo será, por algum tempo, ir no Pari aos domingos, na hora do almoço, e conversar com as pessoas. E fotografar, e filmar, e conversar mais um pouco...
(sabe a foto do início do post? os mais velhos ensinavam ao mais novo - que foi meu aluno - passos de dança)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Twitter é uma coisa!
Apesar disso, tem se mostrado importante fonte de informações. Linkado por @SoninhaFrancine cheguei aqui e... putaqueopariu que trabalho bonito! Uma São Paulo nenhum pouco clichê, coisa que eu adoro!
Uma amostra do que ta lá e que passa longe do usual retratado sobre a cidade:

créditos: Hélvio Romero, reporter fotográfico do Estadão.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Caio F., amigo intimo

conheci o Caio na faculdade, nos meus 23. aula de psicologia da educação, julio groppa aquino, o professor mais intenso-e-chato que já tive, tinha por habito iniciar suas aulas lendo um texto literário de sua preferência: afirmava que na docência e na universidade todo nosso tempo era dedicado à teoria, deixando assim o mundo literário em segundo plano. numa noite resolveu nos apresentar ao Caio, com uma leitura de “dama da noite”, repleta de sarcasmo e ironia. amei.
e desde então compro-e/ou-leio tudo sobre o Caio: virou meu amigo intimo, freqüentador assíduo da minha estante de livros.
toda essa volta apenas para comentar a capa do caderno Ilustrada, da Folha desse sábado. o texto “caio entre amigos” relata a nova biografia do autor, escrita por Paula Dip, baseada nas cartas escritas por Caio e nos depoimentos de seus destinatários, demonstrando como a sua trajetória traça um interessante painel dos anos 80. ainda tem um texto do Luis Augusto Fischer (até então meu caro desconhecido), bem bacana, em que diz : “O que mais chama a atenção é que a força de Caio, quer dizer, de sua literatura (hoje essa mistura ganha o elegante nome de autoficção, como Auster ou, sei lá, Mirisola), não vem do apelo sensacionalista que alguns quererão ver em sua obra, mas procede do exame minucioso a que submete as percepções e sensações íntimas de gente como o leitor e eu, pertencentes à civilização dos Beatles.”
assim como o tal professor me pegou de jeito com aqueles textos de puro sentimento intenso lidos em voz alta, rompendo a monotonia de nossas noites de cansaço e sono, assim faço com quem eu conheço: leio em voz alta as angustias de personagens tão urbanos e confusos, como eu e você, em meio as sirenes, as buzinas e o caos de nossos sentimentos.
(no aguardo da tal nova biografia, revendo os livros antigos)
domingo, 12 de julho de 2009
surreal
O silencio da noite foi rompido por seu lamento: gritou a sua dor, acordando todos os moradores dos 14 andares do Edificio Maracanã que, desejosos por mais uma noite de sono e nada compreendendo, imaginaram esse ser mais um dos inumeros evangelicos da praça da Sé em meio a uma pregação/exorcismo ou coisa parecida.
Mas não.
O porteiro não deu conta de atender os interfones repletos de sono dúvida queixa e temor. E à policia, que chegou para atender o chamado de alguém do terceiro andar.
De nada adiantou: o corredor não comportou a sua loucura, que invadiu o apartamento vizinho e ultrapassou a janela.
Caiu do terceiro andar na rua quirino de andrade. Azar: com um muito mais de impulso talvez caisse na xavier de toledo ou, com sorte, poderia ter sido a Consolação.
Mas não.
Foi apenas mais um anonimo a alçar voo no centro de São Paulo. E não chegar a lugar algum.
(do email, explicando tudinho pro moço:
Querido
Tenho que te contar o fato bizarro que ocorreu comigo nessa noite!
Saí do trampo e fui pra sua casa, pra botar ordem na coisa. Limpei, arrumei, organizei, o tempo passou e resolvi dormir lá mesmo. Duas da manhã acordo assustada com a gritaria. Tranquei todas as fechaduras da porta, espiei pela janela e os vizinhos me explicaram que era no terceiro andar. O maluco gritava alucinadamente, pedindo por Jesus, pela mãe e por sei lá mais o que, numa coisa meio “pregador da praça da Sé” saca? Pois bem, acompanhei a gritaria, que durou por ainda meia hora, foi ficando baixinho e abafado até acabar e eu pegar no sono.
Ponto.
Hj de manha fui perguntar pro porteiro: o cara do terceiro andar, que teve problemas com drogas e havia passado por tratamento, resolveu voltar pra casa. A mulher não quis recebê-lo. Ele fez escândalo. Ela chamou a policia. Ele fez mais escândalo e uma curiosa vizinha abriu a porta, ele entrou no apê dela e se jogou da janela. Morreu.
Surreal, não? )
Meu nome é nuvem
Pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem
Ventania, flor de vento
Eu danço com você o que você dançar
Se você deixar o coração bater sem medo”
No quesito trilha sonora da minha vida o cd Clube da Esquina ganha em disparado. não há uma razao lógica pra coisa: acho o conjunto das musicas que formam o album de uma boniteza só, presença nos fones mais que perfeita para as minhas tantas andanças por Minas. Inclusive uma delas foi guiada pelo texto delicioso do Marcio Borges, no Guia de Belo Horizonte Roteiro Clube da Esquina.
As misturas, as variações de ritmo, os instrumentos utilizados, as letras, essa coisa de afirmar o particular (a identidade mineira) sem se opor as influencias estrangeiras, o dialogo entre as tradicionais cançoes da terra, os irmaos latinoamericanos e a modernidade. E tem aquelas coisas de musica que eu nao sei explicar mas que sinto. E gosto.
Para além da rasgaçao de seda, nesse sabado rolou um show do Lô Borges na abertura do Festival de Inverno de Paranapiacaba.
Desafiando o frio e a chuva, fui.
E foi lindo...
(fotenha da Pri, a irmã que tenta fazer boas fotos, mas a camera não coopera...)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
em off
(para animar o final de semana que terá festa de criança brigadeiro e tudo o mais...)
Doze coisinhas à toa que nos fazem felizes
Andar de skate num ligar lisinho
Tomar sorvete do de palitinho
Passar a mão, de leve, no gatinho
Andar na chuva que é pra se molhar
Passar cola na mão e descascar
Acabar a lição pra ir brincar
Jogar estalo pra estalar no chão
A cor azul das penas do pavão
Ver na TV seu clube campeão
Ver gelatina tremendo no prato
Nadar depressa usando pé-de-pato
Mostrar a língua pra tirar retrato
(poema da ruth rocha, que meus aluno sabem de cór!)
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Ora, se o salário exposto é de um servidor municipal, pago com a contribuição do munícipe, nada mais justo que este saiba quanto custa aquele que o serve, correto? É dinheiro público e não deveria ser segredo pra ninguém, ok?
Daí sai uma coisa assim no Estadão de hj:
“Um professor de ensino fundamental e médio do município de São Paulo teve no mês de maio vencimento bruto de R$ 143 mil. Entre os 147 mil contratados na administração direta, mais de 2.418 pessoas receberam em maio vencimentos acima de R$ 12,3 mil - salário pago ao prefeito Gilberto Kassab (DEM). Somente na Secretaria Municipal da Educação, 1.255 servidores receberam mais que o teto no mesmo período.”
O fulaninho qualquer que leu isso aí obviamente pensou: “professor ganha bem, hein?” ou “mas que prefeitura é essa que paga tudo isso pra um professor?” ou “e eu aqui..”.
Eu pensaria o mesmo, se não fosse servidora. Segundo o portal onde se obtêm a informação, eu recebo pouco mais de 16 mil reais. Porem, lá não consta que esse valor é resultado de uma evolução funcional, e também não consta os descontos, que foram muitos e que deixaram meu salário como o de qualquer mês, lá embaixo.
E ainda: para saber o salário do professor, basta consultar a tabela de vencimentos oferecida nos sites dos sindicatos. Quando resolvemos prestar um concurso público é de conhecimento geral o valor do salário.
Simples assim. Sem nomes, sem registro funcional, sem exposição pública.
Matutando, concluí duas coisas:
Uma, que a prefeitura deu um tiro no pé e margem para muitas criticas, pois afinal como pode um professor ter salário superior ao do próprio prefeito? Quem deixou isso acontecer? Como se explica tamanha desigualdade salarial?
Duas, se os professores ganham tão bem, para que reclamar, fazer greve?”
O fato é que eu fiquei bem brava.
E em breve meu pai vai ligar e me cobrar um carro novo.
ps: quero meus 16 mil!
ps2: de olho nas contas
segunda-feira, 15 de junho de 2009
livro-objeto, livro-arte
domingo, 14 de junho de 2009
ROQUEIROS TAMBÉM AMAM!
dia dos namorados, sesc pompeia. pq dentro de todo punk mora um romantico...
(vanessa, do ludov e clemente, do inocentes)
projetinho-bem-bobo para o dia dos namorados
chegou o dia dos namorados, a grana curta, a cabeça cheia de idéias e
tchã-nam!
Temos um presente diferente!
Seguindo as dicas da Livoca (e seu presente, gata, como foi?) fiz assim:
Todo mundo tem memórias, traduzidas em bilhetinhos, cartas, mimos ou outras frescurinhas de amor. Que passa, e daí vem outro e outro. Ou não. As minhas memórias estão devidamente guardadas numa caixa do correio e um dia, quando eu mudar de apê, ficarão no canto onde hoje está e alguém vai encontrar, abrir, ler e se emocionar, uma coisa meio Amelie. As memórias do moço eu bem sei onde estão e não conto pra ninguém. Pensando nisso (e numa embalagem bacana) fiz uma caixa de memórias, para ele guardar as nossas lembranças. Eu espero que o espaço seja insuficiente, claróbvio!
Caixa de papelão revestida com durex colorido e a palavra memória em todos os idiomas que o deus-google permitiu.
Para as noites tranqüilas, um par de fronhas cobertas de poemas. Uma ficou multicolorida, com letras em tamanhos diferentes e desenhos; a outra, apenas letra bastão e caneta preta e vermelha. Para o tempo não apagar, fronhas 100% algodão e canetas para tecido.
Repertório? Os livros de poesia marginal, de chacal a Leminski. Também tem os encartes de cd’s curtidos a dois.
COPOS?
Para o futuro, coisas do passado: dois copos de milk shake daqueles beeeem antigos.
Da loja Serramar Brasil, na Rua Paula Souza
o resultado?
ele gostou bem muito...
Embora esteja localizada bem próxima ao Centro (cerca de
Gostei e fiquei. Porque tem o boteco da esquina, com ovo colorido e outros quitutes duvidosos, cujo dono me conhece pelo nome. Gosto porque tem o mercadinho que, além de aceitar todos os cartões de crédito e debito do universo ainda vende fiado para o povo do bairro. Porque de dezembro até o carnaval tem a bateria da Vai Vai, e o ano todo tem o restaurante Rancho Goiano e a galopeeeeeeiraaaaaaaa!. Porque tem a vizinhança mais estranha e peculiar que eu já vi, assunto pra umas seis temporadas de série.
Das casas coletivas dos negros (ainda restam algumas perto da rua Uma) às casas geminadas dos imigrantes, chegando aos prédios da década de 60 (como o que eu moro) e aos moderníssimos, passear pela Rua Rocha é sempre bom para quem tem olhos atentos. E revela bonitezas como essas: